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PEÃO POESIA
Quer mesmo saber quem sou? Pois bem, eu vou lhe falar: Sou um cidadão comum Vivo para trabalhar Não tenho tempo para ler Para escrever, para amar. Faço da rima meu grito Minha forma de expressão Deixo sair pelos dedos O que vem do coração Mesmo que isso machuque Ou provoque comoção. Nasci no meu do campo Vivi junto à natureza Driblei as dificuldades Travei luta com a pobreza Descobri que ser feliz É minha maior riqueza. Juro, um dia eu quis ser eu, Mas não me deram valor Sou mão de obra barata Sou um pobre sonhador Sou um jovem envelhecido Que a vida emburrou. Mas para a sua surpresa Eu não sei tocar viola, Não vou à Praça da Sé Não tenho tempo, nem hora. A construtora é meu Campus A TV minha escola. Já sei até fazer prédio Em estilo rococó Que deve ser inspirado No galinho carijó Ou é coisa importada Do sertão do Siridó. O chão é a minha cama Latas vazias, as panelas Minha rua é só um beco Pois mora lá na favela E só conheço fartura Porque assisto a novelas. Por falta de opção Minha terra eu deixei E nas terras paulistanas Um novo berço encontrei Ao qual sou muito grato E sempre agradecerei. De coração dividido Vou levando meu destino Já não tenho identidade Vivo como um clandestino No Nordeste sou paulista E em São Paulo, nordestino.
Escrito por Nildo Cordel às 22h33
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O FUTEBOL DE SÃO PAULO
Este ano se apresenta Meus colegas torcedores Como um fiasco Esportivo Vejam a Libertadores Foi para os Clubes de São Paulo Uma copa dos Horrores. O Palmeiras, nosso porco Como porcos se portaram Os seus “craques” no sentido... Que muito pouco jogaram, E a camisa Alviverde Sem dó, toda aporcalharam. São Marcos o pobre marcos Não dá pra ser milagreiro Se joga junto a um bando Feitos porcos num chiqueiro Preocupados com a Europa Ou qualquer clube estrangeiro. Querem ir para a Itália França ou qualquer lugar Jogam sem raça, sem vida Para não se machucar. Vão acabar indo pra... China Ou quem sabe se catar. São Paulo, o rei da cocada Nem se quer quebrou o coco Não queria o “paulistinha” Dizendo se muito pouco Hoje nem mel nem cabaça... O torcedor fica louco! O santos? Virgem! este ai Nasceu pra morrer na praia Finge que vai mais não vai Pra ele deixo uma vaia E digo mais uma coisa Tomara que agora caia. Ainda tem nesta lista O Grêmio Barueri Que caiu de pára-quedas Não sabe pra onde ir, Pouco faz o Santo André Salve, salve o Guarani.
Escrito por nildocordel às 08h10
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A INVERSÃO DO PODER
No mundo do faz de conta Tudo parece legal A polícia mata inocente Bandidos ditam a moral Juiz libera corrupto Suplantam o bem com o mal. Assistimos em nossos dias Um desmantelo sem par A Policia Federal Não pode investigar Se investigar não prende Se prender, mandam soltar. Ainda vem um Juiz Cuja função magistral É proteger o país E defender a moral Manda soltar um suspeito Dizendo ser ilegal. Então assistimos atônitos A briga entre os poderes Que numa quebra de braços Esquecem de seus deveres Deixando os criminosos De bem com seus afazeres. Nosso país vive hoje É triste sim minha gente! Numa tal libertinagem No mundo sem precedente O bandido vive à solta Preso está o inocente. Que luta em seu dia-a-dia Por sua sobrevivência Tem por obrigação de ser Honesto por excelência Pois se der um paço em falho É punido sem clemência. Terminando estes meus versos Onde a rima se depara Com o senso de justiça Cutucarei como vara Gestores deste país, Tomem vergonha na cara.
Escrito por nildocordel às 21h22
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SÃO PAULO, UMA NOVA RIO.
Camaradas de jornada Meus leitores e Blogueiros Devemos ficar ligeiros Pra uma nova jornada Nossa cidade, coitada Ta vendo o que nunca viu Parece guerra civil Eu queria estar brincando Mas estou presenciando São Paulo, uma nova Rio. Primeiro, estão lembrados Daquela depedração Que em cuja ocasião Ficamos paralisados? Ônibus e trens depedrados Assustou todo Brasil Porem ninguém assumiu E a imprensa esqueceu Mas São Paulo pareceu Ser mesmo uma nova Rio. Que tudo aconteceu Parece que faz um século E então naquele espéculo Nossa São Paulo perdeu O Governo se elegeu Prometeu e não cumpriu A segurança sumiu E já podemos notar Que nossa São Paulo estar Virando uma Nova Rio. O crime mostrou as caras Primeiro em Paraisópoles Deixando nossa Metrópole Presa num cerco de varas E isso deixou as claras Que o crime decidiu E de vez já assumiu O comando da cidade E São Paulo de verdade É hoje uma Nova Rio. Eu falo isso por que São Paulo está sitiada Há pouco vimos parada A Marginal Tietê Dói-me, mas digo a você O nosso Estado Ruiu E vítima a cidade se viu De sua ineficiência Afirmo com consciência São Paulo é uma Nova Rio. Agora na Zona Leste Mas um foco de maldade De novo a sociedade Vê cenas de faroeste Destes bandidos da peste Autores de ato vil Que mancha nosso Brasil Nos confins do mundo inteiro Plagia o Rio de Janeiro São Paulo, a Nova Rio.
Escrito por nildocordel às 09h16
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O NASCIMENTO
| NASCE O CORDEL RIMA |
| E NÃO É PARA AGRADAR |
| NEM PARA FAZER INTRIGA |
| É PARA POLEMIZAR |
| FAZENDO DE ARMA A RIMA |
| POIS RIMAR É MINHA SINA |
| E MEU CANTO É MEU FALAR. |
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| NÃO DIGO O QUE QUEREM OUVIR |
| NEM PENSO EM SER APLAUDIDO |
| POIS PARA MIM O APLAUSO |
| TÁ NO CONTESTO INSERIDO |
| E QUEM GANHA OVAÇÃO |
| NÃO PASSA DE UM CIDADÃO |
| COM O SISTEMA AFERIDO. |
Escrito por nildocordel às 23h37
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