NILDO CORDEL


PEÃO POESIA

Quer mesmo saber quem sou?

Pois bem, eu vou lhe falar:

Sou um cidadão comum

Vivo para trabalhar

Não tenho tempo para ler

Para escrever, para amar.

 

Faço da rima meu grito

Minha forma de expressão

Deixo sair pelos dedos

O que vem do coração

Mesmo que isso machuque

Ou provoque comoção.

 

Nasci no meu do campo

Vivi junto à natureza

Driblei as dificuldades

Travei luta com a pobreza

Descobri que ser feliz

É minha maior riqueza.

 

Juro, um dia eu quis ser eu,

Mas não me deram valor

Sou mão de obra barata

Sou um pobre sonhador

Sou um jovem envelhecido

Que a vida emburrou.

 

Mas para a sua surpresa

Eu não sei tocar viola,

Não vou à Praça da Sé

Não tenho tempo, nem hora.

A construtora é meu Campus

A TV minha escola.

 

Já sei até fazer prédio

Em estilo rococó

Que deve ser inspirado

No galinho carijó

Ou é coisa importada

Do sertão do Siridó.

 

O chão é a minha cama

Latas vazias, as panelas

Minha rua é só um beco

Pois mora lá na favela

E só conheço fartura

Porque assisto a novelas.

 

Por falta de opção

Minha terra eu deixei

E nas terras paulistanas

Um novo berço encontrei

Ao qual sou muito grato

E sempre agradecerei.

 

De coração dividido

Vou levando meu destino

Já não tenho identidade

Vivo como um clandestino

No Nordeste sou paulista

E em São Paulo, nordestino. 



Escrito por Nildo Cordel às 22h33
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O FUTEBOL DE SÃO PAULO

Este ano se apresentaDecepção

Meus colegas torcedores

Como um fiasco Esportivo

Vejam a Libertadores

Foi para os Clubes de São Paulo

Uma copa dos Horrores.

 

O Palmeiras, nosso porco

Como porcos se portaram

Os seus “craques” no sentido...

Que muito pouco jogaram,

E a camisa Alviverde

Sem dó, toda aporcalharam.

 

São Marcos o pobre marcos

Não dá pra ser milagreiro

Se joga junto a um bando

Feitos porcos num chiqueiro

Preocupados com a Europa

Ou qualquer clube estrangeiro.

 

Querem ir para a Itália

França ou qualquer lugar

Jogam sem raça, sem vida

Para não se machucar.

Vão acabar indo pra... China

Ou quem sabe se catar.

 

São Paulo, o rei da cocada

Nem se quer quebrou o coco

Não queria o “paulistinha”

Dizendo se muito pouco

Hoje nem mel nem cabaça...

O torcedor fica louco!

 

O santos? Virgem! este ai

Nasceu pra morrer na praia

Finge que vai mais não vai

Pra ele deixo uma vaia

E digo mais uma coisa

Tomara que agora caia.

 

Ainda tem nesta lista

O Grêmio Barueri

Que caiu de pára-quedas

Não sabe pra onde ir,

Pouco faz o Santo André

Salve, salve o Guarani.



Escrito por nildocordel às 08h10
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A INVERSÃO DO PODER

No mundo do faz de conta

Tudo parece legal

A polícia mata inocente

Bandidos ditam a moral

Juiz libera corrupto

Suplantam o bem com o mal.

 

Assistimos em nossos dias

Um desmantelo sem par

A Policia Federal

Não pode investigar

Se investigar não prende

Se prender, mandam soltar.

 

Ainda vem um Juiz

Cuja função magistral

É proteger o país

E defender a moral

Manda soltar um suspeito

Dizendo ser ilegal.

 

Então assistimos atônitos

A briga entre os poderes

Que numa quebra de braços

Esquecem de seus deveres

Deixando os criminosos

De bem com seus afazeres.

 

Nosso país vive hoje

É triste sim minha gente!

Numa tal libertinagem

No mundo sem precedente

O bandido vive à solta

Preso está o inocente.

 

Que luta em seu dia-a-dia

Por sua sobrevivência

Tem por obrigação de ser

Honesto por excelência

Pois se der um paço em falho

É punido sem clemência.

 

Terminando estes meus versos

Onde a rima se depara

Com o senso de justiça

Cutucarei como  vara

Gestores deste país,

Tomem vergonha na cara.



Escrito por nildocordel às 21h22
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SÃO PAULO, UMA NOVA RIO.

Camaradas de jornada

Meus leitores e Blogueiros

Devemos ficar ligeiros

Pra uma nova jornada

Nossa cidade, coitada

Ta vendo o que nunca viu

Parece guerra civil

Eu queria estar brincando

Mas estou presenciando

São Paulo, uma nova Rio.

 

Primeiro, estão lembrados

Daquela depedração

Que em cuja ocasião

Ficamos paralisados?

Ônibus e trens depedrados

Assustou todo Brasil

Porem ninguém assumiu

E a imprensa esqueceu

Mas São Paulo pareceu

Ser mesmo uma nova Rio.

 

Que tudo aconteceu

Parece que faz um século

E então naquele espéculo

Nossa São Paulo perdeu

O Governo se elegeu

Prometeu e não cumpriu

A segurança sumiu

E já podemos notar

Que nossa São Paulo estar

Virando uma Nova Rio.

 

O crime mostrou as caras

Primeiro em Paraisópoles

Deixando nossa Metrópole

Presa num cerco de varas

E isso deixou as claras

Que o crime decidiu

E de vez já assumiu

O comando da cidade

E São Paulo de verdade

É hoje uma Nova Rio.

 

Eu falo isso por que

São Paulo está sitiada

Há pouco vimos parada

A Marginal Tietê

Dói-me, mas digo a você

O nosso Estado Ruiu

E vítima a cidade se viu

De sua ineficiência

Afirmo com consciência

São Paulo é uma Nova Rio.

 

Agora na Zona Leste

Mas um foco de maldade

De novo a sociedade

Vê cenas de faroeste

Destes bandidos da peste

Autores de ato vil

Que mancha nosso Brasil

Nos confins do mundo inteiro

Plagia o Rio de Janeiro

São Paulo, a Nova Rio.



Escrito por nildocordel às 09h16
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O NASCIMENTO

NASCE O CORDEL RIMA
E NÃO É PARA AGRADAR
NEM PARA FAZER INTRIGA
É PARA POLEMIZAR
FAZENDO DE ARMA A RIMA
POIS RIMAR É MINHA SINA
E MEU CANTO É MEU FALAR.
NÃO DIGO O QUE QUEREM OUVIR
NEM PENSO EM SER APLAUDIDO
POIS PARA MIM O APLAUSO
TÁ NO CONTESTO INSERIDO
E QUEM GANHA OVAÇÃO
NÃO PASSA DE UM CIDADÃO
COM O SISTEMA AFERIDO.



Escrito por nildocordel às 23h37
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